terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Ação e reação...
Desde pequenos, somos ensinados por nossos pais, que devemos ser exemplo, de bom homem, cidadão, cumprindo seu dever com a sociedade...
Quando estamos em fase de crescimento, entre 6 a 12 anos, aprendemos a sempre respeitar os mais velhos, os professores e os coleguinhas...
Quando passamos para a faze pré adolescente, aprendemos que devemos estudar pra ser alguém na vida, com uma boa carreira e formação...
quando chegamos a idade na qual hoje eu me encontro, pelo menos no grupo que eu me encaixo, queremos ser formadores de opinião (acho que isso é coisa de Marketeiro e Publicitário rs)...
Hoje, ao abrir a página mais visitada depois do google (na minha visão okay?), me deparo com uma mensagem que um querido amigo (Renato Galisteu) compartilhou em sua página, sobre um menino que quando tinha 6 anos ouviu falar sobre crianças que morriam de SEDE na África. Quando abri a mensagem, como qualquer pessoa imaginei que fosse somente mais uma daquelas histórias sobre lições de ética e moral que vemos inúmeras pessoas postando... Quanta ignorância a minha não é mesmo?
A história é verídica, sobre um menino, que quis mudar a história de milhares de pessoas que sofrem de sede, comprando um poço de água.
Mediu esforços, mobilizou todo o seu bairro, e hoje com 21 anos, tem uma fundação que arrecada verba para construir poços em toda a Africa.
Entrei no site e não teve como não me emocionar com a foto, hoje com a idade de um moço que provavelmente estaria esbanjando seu dinheiro com bebidas e baladas, ele esta ao lado de uma porção de jovens africanos entregando uma bola de futebol, em uma das vilas a qual ele levou um poço pra sessar a cede dessas crianças e adultos.
E eu? o que eu fiz nesse tempo todo?
como a maioria das pessoas, me importei somente comigo mesma...
Com a minha casa, minha família, com as roupas, com o que comer, o que vestir...
Tendo a possibilidade de escolher a dedo o que eu quero, enquanto a milhares de pessoas no mundo sofrendo de SEDE, e um ou outro como o Ryan, juntando as economias para comprar poços, pra ajudar...
Hoje, sei que não fiz nada pra mudar a sociedade que eu tanto reclamo, mas pode ter certeza, a mudança vem dia após dia, e quem sabe eu chegue perto de ajudar uma pessoa do mesmo modo que esse rapaz fez, em vez de ficar pensando em quanto dinheiro eu quero conquistar pra minha própria felicidade...
(Abaixo o texto publicado e a foto;)
RYAN HRELJAC - O MENINO QUE SACIOU A SEDE DE MEIO MILHÃO DE AFRICANOS
Ryan nasceu no Canadá em maio de 1991, ou seja, hoje (2012) tem 21 anos.
Quando pequeno, na escola, com apenas seis anos, sua professora lhes falou sobre como viviam as crianças na África.
Profundamente comovido ao saber que algumas até morrem de sede, que não há poços de onde tirar água, e pensar que a ele bastavam alguns passos para que a água saísse da torneira durante horas...
Ryan perguntou quanto custaria para levar água a eles. A professora pensou um pouco, e se lembrou de uma organização chamada WaterCan, dedicada ao tema, e lhe disse que um pequeno poço poderia custar cerca de 70 dólares.
Quando chegou em casa, foi direto a sua mãe Susan e lhe disse que necessitava de 70 dólares para comprar um poço para as crianças africanas.
Sua mãe disse-lhe que ele deveria consegui-los e foi-lhe dando tarefas em casa com as quais Ryan ganhava alguns dólares por semana.
Finalmente reuniu os 70 dólares e pediu à sua mãe que o acompanhasse à sede da WaterCan para comprar seu poço para os meninos da África. Quando o atenderam, disseram-lhe que o custo real da perfuração de um poço era de 2.000 dólares.
Susan deixou claro que ela não poderia lhe dar 2.000 dólares por mais que limpasse cristais durante toda a vida, porém Ryan não se rendeu. Prometeu aquele homem que voltaria…e o fez.
Contagiados por seu entusiasmo, todos puseram-se a trabalhar: seus irmãos, vizinhos e amigos. Entre todo o bairro conseguiram reunir 2.000 dólares trabalhando e fazendo mandados e Ryan voltou triunfante a WaterCan para pedir seu poço.
Em janeiro de 1999 foi perfurado um poço em uma vila ao norte de Uganda. A partir daí começa a lenda. Ryan não parou de arrecadar fundos e de viajar por meio mundo buscando apoios.
Quando o poço de Angola estava pronto, o colégio começou uma correspondência com as crianças do colégio que ficava ao lado do poço, na África.
Assim, Ryan conheceu Akana: um jovem que havia escapado das garras dos exércitos de meninos e que lutava para estudar a cada dia. Ryan sentiu-se cativado por seu novo amigo e pediu a seus pais para ir vê-lo.
Com um grande esforço econômico de sua parte, os pais pagaram sua viagem a Uganda e Ryan, em 2000, chegou ao povoado onde havia sido perfurado seu poço. Centenas de meninos dos arredores formavam um corredor e gritavam seu nome.
- Sabem meu nome? - Ryan perguntou a seu guia.
- Todo mundo que vive 100 quilômetros ao redor sabe - ele respondeu.
Hoje em dia, Ryan – com 21 anos - tem sua própria fundação e conseguiu levar mais de 400 poços à África. Encarrega-se também de proporcionar educação e de ensinar aos nativos a cuidar dos poços e da água. Recolhe doações de todo o mundo e estuda para ser engenheiro hidráulico. Ryan tem-se empenhado em acabar com a sede na África.
Saiba mais em: http://www.ryanswell.ca/
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